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segunda-feira, 21 de junho de 2010

Projeto de Pintura Contemporânea - CARAMINHOLAS (Priscila Tonon, Priscila Bonatto e Tayla Branco)

CARAMINHOLAS


texto por Tayla Branco

CARAMINHANDO NA VIDA,
TENHO PENSAMENTOS LOUCOS,
POUCOS, INTENSOS, MUITOS, SURPRESOS.
PENSAMENTOS QUE ME INVADEM FAISCANTES
E RENASCE NO MOMENTO.

CARAMINHOLAS QUE LEVAM-ME
A LUGARES QUE ATÉ MESMO NUNCA VI.
AS VEZES SOU AMOR...
AMORES VIOLENTOS, VERDADEIROS, PASSAGEIROS
QUE ATÉ MESMO NÃO TEM VALOR.

CARAMINHOLAS COM RAÍZES,
RAÍZES DE LABIRINTO.
ME PERCO NELES E TENTO
ENCONTRAR-ME NUM POÇO QUE NÃO ME SINTO.

CARAMINHOLAS DELIRANTES DA ALMA E DA CARNE.
CORPOS NUS, SUSPIROS PROFUNDO, PRAZERES DE MARTE.
A FANTASIA DOS HOMENS.
SOU LOUCO E NÃO SOU SANTO.

CARAMINHOLAS DE CORES, SABORES E AMORES.
PENSAMENTOS FAISCANTES,
OLHARES GOTEJANTES
QUE APERTAM COMO UM ABRAÇO.

CARAMINHOLAS QUE VEM DO NADA E FAZ MORADA.
MORADA NOS MEUS PENSAMENTOS.
ALGUNS FICAM NO MEU SUBCONCIENTE
SÃO LAMENTOS E PRAZERES PEQUENOS.





segunda-feira, 19 de abril de 2010

Projeto Mémórias - Priscila Bonatto e Priscila Tonon - Linguagem da Pintura

DISCIPLINA: PINTURA CONTEMPORÂNEA

ACADÊMICAS: PRISCILA BONATTO E PRISCILA TONON RAMOS

TÍTULO: MEMÓRIAS

A) Memórias, quem não as tem? Boas, ruins, angustiantes ou prazerosas: seja lá como for, fazem parte da vida de qualquer pessoa. É sobre isso este trabalho. Sobre as coisas que marcaram as vidas das acadêmicas, sobre os momentos que deixaram saudade, que deixaram marcas dolorosas ou que iniciaram algo que persiste até hoje. Além disso, há a questão de estar “revelando” para outras pessoas os nossos próprios segredos, as coisas particulares de cada uma. O permitir que um desconhecido percorra as nossas vivências sem saber direito quem somos. Afinal, isso está comum nos dias atuais, não é? Expor a própria vida é hoje algo corriqueiro. A internet está repleta de recursos que possibilitam isso e há algo de muito interessante na vida do outro e em mostrar a própria vida.

Para realização do trabalho, utilizaremos 16 balões, de modo que cada acadêmica se encarregará de oito: oito lembranças ruins, oito lembranças boas. Os balões serão pendurados com fio de nilon em um corredor da universidade como uma cortina, de modo a dificultar a passagem das pessoas. Dentro de cada balão haverá pedaços de papéis com pinturas e poemas visuais, remetendo às lembranças. Além disso, no exterior dos balões será trabalhada a questão da textura visual, de acordo com a mensagem que ele carrega. No meio do corredor haverá um cubo e, sobre ele, uma caixa e uma agulha. Acima, um papel pendurado com a instrução: “Estoure um balão e deposite a mensagem dentro da caixa”. Quando as pessoas estourarem os balões, de seu interior cairá purpurina preta para as mensagens ruins e, para demais, purpurina colorida.

B) O trabalho possui características como efemeridade, utilização de suporte e técnicas diferenciadas e a questão do poema visual.

D) Consideramos o trabalho como um misto de pintura, poema visual, arte contemporânea e instalação.

E) Os balões apresentam-se suspensos, carregando mensagens que dependem de um único estímulo (a agulhada) para virem à tona. Assim também acontece com as lembranças, que surgem a partir de estímulos variados. Além disso, a caixa representa nós mesmas, as acadêmicas, e nossas lembranças ali guardadas.

Priscila Tonon


Priscila Bonatto





domingo, 21 de março de 2010

A Morte da Pintura -?-

Morte significa o fim da “vida” de algo, ou o período seguinte a ele, representa o fim de algo o marco final. Mas então, a pintura morreu realmente ou apenas passou por uma transformação? Alguns autores afirmam que a pintura teve um fim, outros analisam uma transformação referente a métodos, materiais e bases utilizadas.

A primeira morte da pintura surgiu a partir da fotografia, quando a pintura pode ser negada ou afirmada, a base poderia ser alterada e conseqüentemente preenchida por photoshop (nos dias atuais) ou tinta sobre tela.

Até então, a tela era esse espaço capaz de tudo ver, de tudo reproduzir, uma figura humana, uma paisagem, uma batalha. A perspectiva fizera da pintura uma infindável janela, um inesgotável olho que apreendia o mundo todo e inteiro. (http://arteporextenso.blogspot.com)

O leque de alternativas quando a pintura se liberta da tela é extremamente vasto, o artista se liberta da obrigação estética da pintura em que tinha que retratar o mundo ao seu redor de maneira restrita, a partir do momento em que a fotografia inicia esse processo de maneira mais rápida, fiel e econômica o artista pode então utilizar de métodos diferentes e a pintura se torna muito mais pessoal e crítica. Até os materiais utilizados muitas vezes são inusitados, eles nos causam estranhamento, muitas vezes repulsa, choque. A pintura e a arte no geral, não possuem mais obrigação de ser bonita aos olhos, elas devem fazer com que haja uma reflexão perante a sociedade e o meio em que os seres humanos estão incluídos, é emancipadora e reflexiva.


Texto escrito por Priscila Bonatto e Priscila Tonon Ramos.