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quinta-feira, 1 de abril de 2010

Projeto 2 Priscila Tonon Ramos - Apenas Borrões de Tinta

(Grafite/Estêncil, Fotografia)

TEMA: Apenas borrões de tinta.

MATERIAL: Tinta e estêncil

Justificativa: Pensei em criar uma sensação de surpresa perante o espectador e até de dúvida, entrar em um estado de descrença, de desequilíbrio. Quando as imagens propostas são apresentadas temos um misto de análises e suposições, o teste feito com essa finalidade se torna perturbador quando anexado a corpos calmos e inertes. O teste Rorschach é um teste psicológico de personalidade. O teste é considerado projetivo porque supõe-se que o paciente projete sua verdadeira personalidade na mancha de tinta através da sua interpretação. Os que acreditam na eficácia desses testes acham que estes são uma maneira de se alcançar os mais profundos recônditos da psique ou da mente subconsciente do paciente. O nome do teste vem de Hermann Rorschach
(1884-1922), que desenvolveu as manchas de tinta.

O que se passa dentro da nossa cabeça? Muitas vezes nós mesmos não conseguimos interpretar nossas vontades ou nossas tristeza, e a dos outros? Nossa, como temos mania de resolver o que não é nosso. Quem nunca julgou alguém apenas pela aparência. E que aparência é essa? Temos mesmo capacidade de julgar alguém apenas através de uma análise visual? Mas espere, o que você viu continua sendo a mesma coisa? E agora? Olhe novamente. Eles continuam iguais? Foram eles que mudaram ou foi você que mudou?

A fotografia aparece novamente como um meio de registro. Na instalação, haverá uma urna entre as imagens, um bloco de papel e uma caneta, na urna a seguinte frase “conte-me o que você vê”. Acho interessante essa interação, gostaria de saber o que as pessoas observam, meu interesse não tem bases psicológicas ou psiquiátricas, mas, creio que a curiosidade e a visão dos observadores será totalmente válida para uma continuação do projeto. A série não contará com títulos que possam induzir um olhar pré-definido, acredito que se eu nomear algumas palavras as pessoas poderão recorrer a ‘legenda’ para se basearem nas respostas e o que eu desejo é um total desprendimento, quero que analisem e vejam exatamente o que querem ver.

Projeto para realização do trabalho:


Sem Título I



Sem Título II



Sem Título III



Sem Título IV



Sem Título V

domingo, 21 de março de 2010

A Morte da Pintura -?-

Morte significa o fim da “vida” de algo, ou o período seguinte a ele, representa o fim de algo o marco final. Mas então, a pintura morreu realmente ou apenas passou por uma transformação? Alguns autores afirmam que a pintura teve um fim, outros analisam uma transformação referente a métodos, materiais e bases utilizadas.

A primeira morte da pintura surgiu a partir da fotografia, quando a pintura pode ser negada ou afirmada, a base poderia ser alterada e conseqüentemente preenchida por photoshop (nos dias atuais) ou tinta sobre tela.

Até então, a tela era esse espaço capaz de tudo ver, de tudo reproduzir, uma figura humana, uma paisagem, uma batalha. A perspectiva fizera da pintura uma infindável janela, um inesgotável olho que apreendia o mundo todo e inteiro. (http://arteporextenso.blogspot.com)

O leque de alternativas quando a pintura se liberta da tela é extremamente vasto, o artista se liberta da obrigação estética da pintura em que tinha que retratar o mundo ao seu redor de maneira restrita, a partir do momento em que a fotografia inicia esse processo de maneira mais rápida, fiel e econômica o artista pode então utilizar de métodos diferentes e a pintura se torna muito mais pessoal e crítica. Até os materiais utilizados muitas vezes são inusitados, eles nos causam estranhamento, muitas vezes repulsa, choque. A pintura e a arte no geral, não possuem mais obrigação de ser bonita aos olhos, elas devem fazer com que haja uma reflexão perante a sociedade e o meio em que os seres humanos estão incluídos, é emancipadora e reflexiva.


Texto escrito por Priscila Bonatto e Priscila Tonon Ramos.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Pintura em Bueiros - Projeto 6emeia

Procurando novas formas de manifestações urbanas na internet encontramos trabalhos super criativos criados por uma dupla de artistas que com suas cores, imagens e críticas bem humoradas modificam a realidade da sociedade e fazem com quem suas pinturas se tornem "gotas coloridas em um imenso balde cinza" segundo a própria dupla.

O duo 6emeia foi criado e desenvolvido pelos artistas Anderson Augusto conhecido como SAO, e Leonardo Delafuente conhecido como Delafuente, moradores do bairro da Barra Funda onde se iniciou o projeto com o intuito da mudança e transformação do cotidiano. O objetivo é modificar o meio ao qual todos vivemos propondo um novo olhar e uma reflexão em cima de temas gerados pelo trabalho inusitado e criativo, que consiste em pintar bueiros, postes, tampas de esgoto e qualquer outro objeto que construa o cenário urbano.

Com os bueiros pintados propomos um novo tipo de linguagem entre arte/cidade e arte/pessoas. Colocando a arte a serviço e alcance de todos.

Fonte: 6emeia









Gostou? O que acha de conhecer um pouco mais sobre o projeto e os artistas de 6emeia visitando o site oficial ou passear pelas fotografias no flickr do artista Anderson Augusto, o SAO?