| Fotografia sem edição. |
| Fotografia sem edição |
Pensar em um mundo sem rumos e infinito em possibilidades para mim é como misturar arte e literatura, pensei em recriar este tema com características que remetessem a leitura e ao nome dado a 29ª Bienal de SP que ocorre este ano, esse fragmento se encontra na obra de Jorge de Lima: Invenção de Orfeu.
O barco de papel remete imediatamente a questão do navegar, um navegar atropelado, calmo, turbulento, passear por água claras, sob a luz da lua, no breu da noite, em um dia claro e quente de verão; este barco é tão frágil mas ao mesmo tempo nos impõe uma certa simetria uma idéia de estabilidade, foi construído a partir de uma folha de um velho livro isso nos liga imediatamente à leitura uma fonte inesgotável de possibilidades, quando folheamos um livro não viajamos apenas os olhos por entre as palavras, mas sim toda a nossa imaginação e a capacidade de construir mundos imaginários, possibilidades e sonhos.
O reflexo foi feito a partir de um programa de edição de imagens o tom azulado foi propositalmente implantado nas imagens para que a idéia de água e mar pudesse aparecer imediatamente nos olhos do observador.
E por fim o pequeno coração que resume de forma particular e pessoal meu amor por estas duas manifestações, a arte e a literatura.