quinta-feira, 22 de abril de 2010

Projeto 2 (Arte Contemporânea) - Através do Espelho

TEXTO: Com a regravação de um dos maiores clássicos da literatura infantil o filme de Tim Burton fez voltar a tona todo o universo lúdico e muitas vezes perturbador que encontrávamos no pais das maravilhas de Alice. Mas para mim esse amor e admiração pela obra de Lewis Carroll, pelo filme criado por Walt Disney e pelo próprio Tim Burton não são recentes, já faz muito tempo que tenho Alice como uma das minhas personagens favoritas e seu mundo totalmente lunático, um palco ideal e vasto para vários projetos. Iniciarei com uma instalação feita para retratar o mundo que Alice conheceu, mas com pitadas e críticas a respeito da realidade em que vivo, do mundo atual. Não preciso ir através do espelho para ver coisas que julgo não serem reais, alguma coisas gostaria mesmo que fossem fruto da imaginação. E aqueles caminhos, o Mestre Gato ou o Chapeleiro Maluco, será que existem de verdade? A Rainha de Copas com toda aquela tirania, o exército de cartas de baralho...Para mim a poção ainda faz você diminuir para passar por uma minúscula porta e chegar a Wonderland, mas esse pais das maravilhas depois de um tempo não é mais tão maravilhoso assim a poção é vermelha e esse vermelho não representa groselha ou suco de morango, longe disso, é sangue. E os biscoitos que fazem você crescer? Estarão lá também, mas não lhe farão crescer e não te levaram para lugar algum. O espelho será apenas uma moldura, o reflexo não existe mais, apenas finas linhas que se cruzam dentro dele. A frente uma mesa toda branca, em cima dela a garrafa escrita Beba-me, os biscoitos onde estará escrito Coma-me, uma xícara e uma pequena chave que abrirá a porta do País das Maravilhas. Nós pés da mesa subirão rosas de jornal, rosas brancas que a rainha mandou pintar de vermelho, ela manda obedecemos, e esse vermelho esse sangue que a rainha mandou colocar nas rosas, o jornal, as manchetes, as notícias, as mortes a desigualdade, a injustiça, a opressão e porque não um sentimento extremamente pessoas a respeito destas rosas pintadas de vermelho. Como Alice remete a algo sereno, lúdico bizarro e maravilhosa ao mesmo tempo, procurei organizar os objetos de uma forma doce, curvilínea , nada bruto nada agressivo demais.

O trabalho inicialmente foi pensado para que houvesse interação do público, mas na organização deste no espaço da universidade creio que isso não será possível. As linguagens se mesclam neste trabalho, objeto, pintura, tecelagem, é um misto de alternativas, um misto de possibilidades.









Creio que o trabalho pode ser considerado instalação, inicialmente, mas na prática ela tem algumas restrições então para mim será objeto instalado.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Projeto de Arte Contemporânea 1- Protesto


ACADÊMICAS: Priscila Bonatto e Priscila Tonon Ramos


Vandalismo é uma ação motivada pela hostilidade contra a arte de uma cultura, ou destruição intencional de bens e propriedades alheios.

De uma coisa podemos ter certeza algumas pessoas, mesmo dentro de um ambiente universitário (onde, entende-se que a mentalidade destes senhores e senhoras em questão seja no mínimo madura), permanecem com a mente tão pequena, dotada de grande ignorância e cobertas pela pele do anonimato.
Covarde é aquele que esconde suas ações por trás de um comportamento baixo e estúpido.
No campus de nossa universidade nos deparamos com essa covardia e ignorância toda vez que expomos algo, coisa que qualquer ser com o mínimo de educação saberia que não deveria acontecer.
Por meio de um protesto elaboramos dois panfletos que em poucos segundos se multiplicaram e cobriram todas as paredes do local onde antes estava organizado o projeto "Memórias", os papéis são poemas visuais que cobriram as paredes de revolta, indignação e crítica; se tornaram nosso "grito velado" e este "grito" com toda certeza se estende por todos os acadêmicos que já foram prejudicados pela total  falta de educação de algumas pessoas.
O projeto contou com a impressão de 100 folhas que foram dispostas nas paredes e no chão do local montando assim uma instalação que tomou conta do ambiente. O folheto ou panfleto é  um meio econômico e bastante difundido em nossa cultura, serve para divulgar uma idéia, produto ou marca e é de fácil manuseio por isso se tornou um dos métodos mais rápidos para transportar uma informação.
Por fim, deixamos registrada a nossa indignação perante a falta de respeito dos acadêmicos de outros cursos que por algum motivo (que não sabemos ao certo qual é: imaturidade, tempo de sobra, raiva ou pura e escrachada  ignorância talvez) não aprenderam a respeitar ou apenas sentem prazer em destruir algo que outras pessoas tem o trabalho de construir. 

Da mesma forma, rapidez e facilidade com que destroem nós vamos construir e protestar sempre que necessário.











Projeto Mémórias - Fotografia: Priscila Bonatto

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Projeto Mémórias - Priscila Bonatto e Priscila Tonon - Linguagem da Pintura

DISCIPLINA: PINTURA CONTEMPORÂNEA

ACADÊMICAS: PRISCILA BONATTO E PRISCILA TONON RAMOS

TÍTULO: MEMÓRIAS

A) Memórias, quem não as tem? Boas, ruins, angustiantes ou prazerosas: seja lá como for, fazem parte da vida de qualquer pessoa. É sobre isso este trabalho. Sobre as coisas que marcaram as vidas das acadêmicas, sobre os momentos que deixaram saudade, que deixaram marcas dolorosas ou que iniciaram algo que persiste até hoje. Além disso, há a questão de estar “revelando” para outras pessoas os nossos próprios segredos, as coisas particulares de cada uma. O permitir que um desconhecido percorra as nossas vivências sem saber direito quem somos. Afinal, isso está comum nos dias atuais, não é? Expor a própria vida é hoje algo corriqueiro. A internet está repleta de recursos que possibilitam isso e há algo de muito interessante na vida do outro e em mostrar a própria vida.

Para realização do trabalho, utilizaremos 16 balões, de modo que cada acadêmica se encarregará de oito: oito lembranças ruins, oito lembranças boas. Os balões serão pendurados com fio de nilon em um corredor da universidade como uma cortina, de modo a dificultar a passagem das pessoas. Dentro de cada balão haverá pedaços de papéis com pinturas e poemas visuais, remetendo às lembranças. Além disso, no exterior dos balões será trabalhada a questão da textura visual, de acordo com a mensagem que ele carrega. No meio do corredor haverá um cubo e, sobre ele, uma caixa e uma agulha. Acima, um papel pendurado com a instrução: “Estoure um balão e deposite a mensagem dentro da caixa”. Quando as pessoas estourarem os balões, de seu interior cairá purpurina preta para as mensagens ruins e, para demais, purpurina colorida.

B) O trabalho possui características como efemeridade, utilização de suporte e técnicas diferenciadas e a questão do poema visual.

D) Consideramos o trabalho como um misto de pintura, poema visual, arte contemporânea e instalação.

E) Os balões apresentam-se suspensos, carregando mensagens que dependem de um único estímulo (a agulhada) para virem à tona. Assim também acontece com as lembranças, que surgem a partir de estímulos variados. Além disso, a caixa representa nós mesmas, as acadêmicas, e nossas lembranças ali guardadas.

Priscila Tonon


Priscila Bonatto





segunda-feira, 12 de abril de 2010

Projeto 1 (Pintura Contemporânea) - Cave Cave. Deus Videt!

Título: Cave Cave. Deus Videt! (Cuidado Cuidado. Deus te vê!)

Linguagem: Pintura híbrida

Materiais: Tinta expansiva, tinta acrílica, base em mdf, pedras e massa corrida.

Por ser uma grande admiradora dos trabalhos de Hieronymus Bosch (1450-1516) creio que em alguns momentos me deixo invadir por seus quadros e acabo refletindo nas minhas idéias o que ele representou em suas obras. No triptico de Bosch feito em 1480/1490 encontra-se representada a criação, o paraíso onde costa o ultimo dia da criação, com Adão e Eva; o Jardim das Delicias Terrenas onde se encontram os homens, os prazeres carnais, pecados, as delicias segundo Bosch; e o inferno que se caracteriza pelo purgatório do homem que assim como o paraíso estão contidos no Gênesis. Quando fechado ele apresenta a citação “Ele o diz e tudo foi feito, ele mesmo ordenou e tudo foi criado”. Bosch trabalha com uma série de símbolos e muitos detalhes em sua obra, como a visão do meu triptico será extremamente pessoal resolvi criar uma atmosfera subjetiva e mais “limpa” sem muitos detalhes e símbolos. Inicialmente pensei em retratar através de pequenos textos escritos por mim, minha versão do paraíso, da terra e daquilo que denominamos inferno, ao meu ver seriam mais como doçura, inércia e dor. Esses três fatores carregam um peso sentimental e pessoal, mas que podem se fundir a visões e entendimentos variados. Para mim, o Paraíso se resume a um estado de espírito, um sentimento uma ação, pequenos prazeres, aquilo que acalenta a alma, que fazemos sem culpa sem medo, sem restrições. A terra para mim é (em determinadas ocasiões) um estado de inércia, um mundo rodeado de dúvidas, de máscaras, questões, críticas e análises, é o onde vou? Para onde vou? O que sou? O Inferno representa os momentos em que estamos realmente tristes, abalados, sem rumo, caídos, aquelas horas em que você sente que nada vai dar certo, que nada dá certo, é a dor no seu pior estado, a desilusão. Para caracterizar e expressar melhor esses três estados, resolvi utilizar materiais alternativos para a construção do meu tríptico: Branco para a doçura, para o meu paraíso, cinza e areia para a minha inércia e vermelho para a minha dor o meu inferno. Para compor esse trabalho utilizarei ao redor do texto sobre o paraíso, massa corrida imitando suspiro; para a terra, pedras; para a dor, tinta vermelha. O título escolhido também está presente em uma das obras de Bosch (Os sete pecados mortais e os quatro fins do homem) no centro do quadro encontra-se a citação em latim: Cave, cave. Deus Videt que significa em uma tradução livre: cuidado, cuidado. Deus te vê! Isso me lembra o dever não apenas em um Deus mas aos nossos próprios "mentores morais", nossos valores que ditam algumas regrais pessoais e sociais.

PARAÍSO:

Doce seria o beijo

do afeto sincero,

das gotas açucaradas

envoltas em nuvens de algodão.

TERRA

Se conheces quem vê

Te resume talvez

Aparente sob a pele

Que te escondes por debaixo

Por entre as malhas de um sorriso.

INFERNO

E de lágrimas rubras

Um corpo perece

No abismo,

O holocausto da alma que grita:

É necessária a solidão.


Tríptico Jardim das Delícias Terrenas.


Tríptico fechado


Triptico Cave Cave. Deus Videt!


Triptico Cave Cave. Deus Videt!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Ron Mueck

Mueck nasceu em 1958 e cresceu vendo os pais construírem brinquedos. Ele é um escultor australiano hiperrealista e se não fosse o tamanho das esculturas seria fácil confundi-las com pessoas de carne e osso. Embora altamente detalhados, estes objetos geralmente eram concebidos para serem fotografados a partir de um ângulo específico porém, Mueck queria produzir esculturas mais realistas e visíveis de todos os ângulos possíveis. Em 2002 sua escultura "Mulher Grávida", foi comprada pela National Gallery of Australia por R$ 800,000. As suas esculturas reproduzem fielmente os detalhes do corpo humano. Com cinco metros de altura, a escultura Boy (1999) foi exposta na Bienal de Veneza.


Mulher Grávida 1997


Mulher na Cama 2000


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quarta-feira, 7 de abril de 2010

Exercícios de Interferência Digital. Projeto de Arte Contemporânea.

Interferências realizadas em fotografias para um projeto de arte contemporânea.
Desenho e fotografia.




O Fim - Desenho e fotografia.

Mais Amor - Desenho e Fotografia

Deixa Chover - Desenho e Fotografia

A Hora do Chá - Desenho e Fotografia

So(L)zinho - Desenho e Fotografia.


terça-feira, 6 de abril de 2010

Bansky

De todas as manifestações urbanas, o grafite é uma das que sem dúvida se tornam mais acessiveis ao público. A sociedade moderna força o homem a viver na maior parte do tempo em uma guerra constante contra o relógio, quando essas expressões de arte se fundem com a paisagem urbana e usam "telas" do dia a dia para tomarem vida se tornam parte do meio, parte da vida das pessoas.

Na Inglaterra, um artista vem chamando atenção da população, Bansky, que começou seus trabalhos aos 14 anos, cria de forma ironica e provocativa seus grafites, normalmente faz críticas sociais, politicas, etc.

Banksy é um dos cabeças-de-chave desse movimento que têm levado as ruas para dentro dos museus e a arte para transeuntes. Suas gravuras possuem um claro conteúdo político, rebelde, que se derrama em sarcasmos tão violentos quanto sutis: o soldado sendo revistado pela menininha, o guerrilheiro que joga um buquê de flores ao invés de uma bomba, a empregada varrendo a sujeira para dentro da parede, os dois assassinos de Pulp Fictionportando bananas ao invés de armas, ou portando armas, mas vestidos de bananas. São protestos que podem ser compreendidos e sentidos do mesmo modo por londrinos e colombianos, Banksy mexe com a cultura de massa, com os produtos e a miséria nossa de cada dia e depois embala tudo com tinta preta e referências à artistas contemporâneos como a fotógrafa norte-americana Diane Arbus ou o pop-artist Andy Warhol.







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Gostou? O que acha de visitar o site oficial?



Johan Thörnqvist

Artista sueco que produz ilustrações sob fotografias reais, ele adiciona pessoas, automóveis, objetos e casas para montar verdadeiros mundos imaginários criando uma atmosfera divertida e lúdica.






Se você também se encantou com essa intervenção criada por Johan pode visitar seu site oficial e passear por sua galeria.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Hold Your Horses!

E olha que bacana, fuçando no youtube encontrei esse vídeo da banda Hold Your Horses! os sete integrantes representam obras de arte na música intitulada 70 Million.

Much, Andy Warhol, Van Gogh, Michelangelo, Mondrian são alguns dos artistas que ganharam esta homenagem.

Vale a pena assistir o vídeo ficou muito divertido e muito bem produzido.







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quinta-feira, 1 de abril de 2010

Projeto 2 Priscila Tonon Ramos - Apenas Borrões de Tinta

(Grafite/Estêncil, Fotografia)

TEMA: Apenas borrões de tinta.

MATERIAL: Tinta e estêncil

Justificativa: Pensei em criar uma sensação de surpresa perante o espectador e até de dúvida, entrar em um estado de descrença, de desequilíbrio. Quando as imagens propostas são apresentadas temos um misto de análises e suposições, o teste feito com essa finalidade se torna perturbador quando anexado a corpos calmos e inertes. O teste Rorschach é um teste psicológico de personalidade. O teste é considerado projetivo porque supõe-se que o paciente projete sua verdadeira personalidade na mancha de tinta através da sua interpretação. Os que acreditam na eficácia desses testes acham que estes são uma maneira de se alcançar os mais profundos recônditos da psique ou da mente subconsciente do paciente. O nome do teste vem de Hermann Rorschach
(1884-1922), que desenvolveu as manchas de tinta.

O que se passa dentro da nossa cabeça? Muitas vezes nós mesmos não conseguimos interpretar nossas vontades ou nossas tristeza, e a dos outros? Nossa, como temos mania de resolver o que não é nosso. Quem nunca julgou alguém apenas pela aparência. E que aparência é essa? Temos mesmo capacidade de julgar alguém apenas através de uma análise visual? Mas espere, o que você viu continua sendo a mesma coisa? E agora? Olhe novamente. Eles continuam iguais? Foram eles que mudaram ou foi você que mudou?

A fotografia aparece novamente como um meio de registro. Na instalação, haverá uma urna entre as imagens, um bloco de papel e uma caneta, na urna a seguinte frase “conte-me o que você vê”. Acho interessante essa interação, gostaria de saber o que as pessoas observam, meu interesse não tem bases psicológicas ou psiquiátricas, mas, creio que a curiosidade e a visão dos observadores será totalmente válida para uma continuação do projeto. A série não contará com títulos que possam induzir um olhar pré-definido, acredito que se eu nomear algumas palavras as pessoas poderão recorrer a ‘legenda’ para se basearem nas respostas e o que eu desejo é um total desprendimento, quero que analisem e vejam exatamente o que querem ver.

Projeto para realização do trabalho:


Sem Título I



Sem Título II



Sem Título III



Sem Título IV



Sem Título V